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Mandioca: cadeia produtiva abre frentes para o desenvolvimento de colheitadeira:

A cadeia produtiva de mandioca abriu duas frentes para o desenvolvimento de uma colheitadeira da raiz. O atual modelo de colheita semimecanizada é um dos principais gargalos que emperra o crescimento do setor e um dos fatores que mais pesa no custo de produção da mandioca. Uma das frentes é um edital de inovação tecnológica aberta pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que entre os vários itens, contempla o desenvolvimento da colheitadeira. Uma empresa já foi credenciada pelo edital.



A outra frente foi aberta na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, que funciona junto ao Ministério da Agricultura. Ela criou um Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento de uma Colhedora de Mandioca (GT Colhedora de Mandioca), com a participação de instituições de pesquisas, empresas privadas e entidades de classe.



As duas iniciativas foram provocadas pela Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (ABAM), Associação Técnica das Indústrias de Mandioca (Atimop) e Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná (SIMP), que encaminharam ofício à Embrapa Mandioca & Fruticultura, apontando que no Centro Sul do Brasil, onde está instalada a maior capacidade industrial do setor, predomina a colheita semimecanizada, “dependente de muito trabalho manual, o qual é penoso e de baixo rendimento”. No documento, assinado pelos presidentes Guido Bankhardt (SIMP), Valter de Moura Carloto (ABAM) e NiltoCerny (Atimop), as instituições assinalam que “é consenso que o desinteresse e o insucesso no desenvolvimento de equipamentos adequados à colheita é um sério entrave ao desenvolvimento, sustentabilidade e competitividade da mandiocultura”.



No ofício, os líderes classistas solicitam ao chefe da Embrapa Mandioca & Fruticultura, Alberto Duarte Vilarinhos, o apoio para a retomada de projetos, em cooperação com o setor privado, que possam viabilizar a colheitadeira. Num trecho do ofício, os presidentes enfatizam: “Diversas iniciativas e providências já foram operadas pelas organizações do setor, consolidando pontos importantes como o estabelecimento de sistemas de produção e a obtenção de variedades produtivas e adaptadas à colheita mecânica. É necessário, porém, retomar arranjos para viabilizar uma colhedora de raízes de mandioca com o nível de desempenho dos equipamentos utilizados para outras culturas”.



MUSCULATURA
Para o pesquisador Carlos Estevão Leite Cardoso, representante da Embrapa junto à Câmara Setorial, o GT dará rumo e musculatura as pesquisas nesta área até se chegar a um projeto viável. “Este GT terá também um papel de governança”, diz ele.A intenção é, após ter um projeto viável, apresentá-lo a Abimaq, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, e buscar parceiros para a produção da colheitadeira.



Professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) – Campus de Marechal Cândido Rondon, Emerson Fey, um dos principais líderes do GT, aponta que quem está no setor sabe que há inúmeras iniciativas nesta área, muitos protótipos desenvolvidos, mas nenhum equipamento chegou a bom termo. “Ainda não alcançamos uma máquina eficiente, sempre falta alguma coisa”, lamenta ele, que acredita que a formação do Grupo poderá dar um encaminhamento mais apropriado aos trabalhos com uma discussão mais ampla, juntando o que há de bom em cada uma dessas inciativas.



Segundo Fey, a colheita automatizada da mandioca trará vantagens, como a profissionalização do setor, estimulando os proprietários rurais a produzir a raiz (atualmente 80% das lavouras de mandioca são de arrendatários); a conservação do solo, já que os proprietários investem e tem mais preocupação do que arrendatários com práticas conservacionistas; e uma ferramenta para enfrentar dificuldades atuais de colheita, como a baixa oferta de mão de obra, o alto custo de produção e o baixo rendimento.



O professor Emerson Fey, que desenvolveu o kit de adaptação das plantadeiras de mandioca para o plantio direto, confia que a capilaridade do GT, será importante para se chegar num modelo de colheitadeira que atenda a demanda. Participam do grupo de trabalho representantes da Unioeste, IDR (fusão da Emater e Iapar), Embrapa Instrumentação, WEmbrapa Mandioca & Fruticultura, Epagri (Santa Catarina), IAC,UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano), SBM (Sociedade Brasileira de Mandioca), ABAM, SIMP, Atimop, General Mills (produtos Yoki) e Copasul (MS), Aproman (Associação de Produtores de Mandioca do Noroeste do Paraná).



DIÁLOGO
Sobre o edital de inovação aberta, Estevão diz que este instrumento vai permitir maior diálogo entre os atores da cadeia produtiva e as diversas iniciativas. “Todos os caminhos vão se encontrar”, aposta o pesquisador, anunciando que a TRIUMAQ - Máquinas, Equipamentos e Soluções Agrícolas, uma empresa de Marechal Cândido Rondon, foi credenciada pelo edital.



Roberto Seifert, proprietário da empresa junto com o irmão Maurício, confirma o credenciamento e conta que o protótipo desenvolvido pela TRIUMAQ está bastante adiantado, inclusive com dispositivo para colocar a raiz na carroceria de um caminhão. Mas reconhece que a máquina ainda é cara e que é preciso refazer alguns cálculos.



Seifert explica que é um processo relativamente complexo, já que a máquina tem que afofar a terra, arrancar e recolher a raiz e depois fazer o transbordo para a carroceria do caminhão.



Mas está animado, já que os testes realizados com a máquina, inclusive com a acompanhamento de Emerson Fey, apontam capacidade de ela colher entre 4 e 5 toneladas de raiz por hora, baixando o custo da colheita de R$ 70,00 por tonelada para R$ 14,00. Estima que com investimentos entre R$ 350 e R$ 400 mil no projeto de desenvolvimento, poderá se chegar a uma colheitadeira que atenda o setor.



Num documento que registra uma reunião de técnicos precedendo a formação do GT, em que teve a participação de Fey, o protótipo desenvolvido pela TRIUMAQ é citado. O documento aponta que “é viável tecnicamente, pois as perdas avaliadas a campo variaram de 8% a 26% do total de raízes. No entanto, a empresa não tem condições técnicas e financeiras de transformar o protótipo num produto comercial em função de estrutura física e recursos financeiros necessários”. Agora, abriu-se uma possibilidade.



Fonte: Jornal o Regional
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