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Campanhas mais virtuais, mudanças no calendário e influência do debate sobre a Covid-19, entre outros, foram os principais temas que tornaram essa eleição municipal um pleito inédito:

As mudanças nas regras eleitorais já previam que as eleições municipais de 2020 teriam elementos novos. Porém, foi o cenário imposto pela pandemia da Covid-19 que realmente ampliou o panorama inédito deste pleito.



Ao contrário do modelo tradicional, a maneira de se fazer campanha este ano desafiou partidos, candidatos, autoridades e, claro, os eleitores. Sai o tão comum corpo a corpo e entra uma presença mais massiva e efetiva no mundo virtual. Foi pelas plataformas de comunicação virtuais que ocorreram, por exemplo, as convenções partidárias, autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a recomendação de que não ocorressem aglomerações, a partir do mês de agosto até 16 de setembro último. As datas para as eleições ficaram adaptadas ao panorama da pandemia, que fez com que o cronograma fosse alterado em 45 dias, garantindo mais condições sanitárias para a realização do pleito, o que também fez com que o primeiro turno da eleição fosse adiado de 4 de outubro para 15 de novembro. Outros desafios também estiveram presentes até o ponto alto do processo democrático, a votação.



A eleição dos Estados e da Nação de 2018 já havia mostrado o poder e o impacto das redes sociais e dos grupos de trocas de mensagens nas campanhas eleitorais, essa foi a eleição mais virtual da história, em um movimento que vinha crescendo nas últimas eleições. A relevância da campanha virtual não surpreende, especialmente no cenário imposto pela pandemia, com o distanciamento social, o que deveria tirar, mesmo que não totalmente, do cronograma das campanhas as tradicionais caminhadas ou encontros com grandes grupos de eleitores. Nesta linha, com certeza que, com a diminuição das atividades que envolvam aglomerações, a importância dos meios virtuais aumentou. Esse novo formato de campanha será que foi prejudicial para os candidatos novos na política, pergunta até hoje sem resposta. O que se percebeu é que os desconhecidos tiveram dificuldades de romper essa barreira. Aquele indivíduo que já era conhecido teve uma certa vantagem em relação ao iniciante.



O processo eleitoral no país vem sendo alterado nos últimos anos, com uma campanha cada vez menos visual nas ruas. Isso começou, por exemplo, com a decisão do TSE de proibir os outdoors, depois com a limitação do uso de placas de rua. O próprio santinho impresso (a propaganda com informações com o nome do candidato e seu número) foi perdendo espaço para o distribuído virtualmente. O que se previa é que nas pesquisas, o eleitor iria escolher o seu candidato muito perto do dia do pleito. Logo, nos dias finais da campanha, no que foi intensificado o contato dos candidatos com os eleitores. Neste contexto devemos apontar outro elemento. O distanciamento social dificultou a participação e o envolvimento das pessoas nas urnas, uma vez que boa parte das atenções ainda foi em relação à pandemia, veja nos quadros os votos não contabilizados por conta da ausência do eleitor nas urnas.



As fake news, ou campanhas de desinformação, como definido pelo TSE, gerou preocupação. O maior receio foi pela sua capacidade de impactar e influenciar no resultado por meio de conteúdo inverídico e pelo fato de uma parcela considerável da população ser suscetível a esse tipo de conteúdo.



Os impactos das informações falsas ainda são incertos, mas não podem ser negados. As mentiras eleitorais (fake news) foram potencializadas com os atuais meios de comunicação virtual. Sempre existiram (mentiras eleitorais), mas seu impacto era bem menor. Outro elemento: as limitações de acesso à internet e a bons aparelhos de muitas pessoas, o que compromete a busca por mais informações e até para sanar dúvidas em relação a conteúdos duvidosos. Há apenas o reforço da ignorância política (não se trata de escolaridade) ou da péssima formação, com pelo preconceitos e ideologias já existentes.



Para coibir essas práticas, o TSE tem investido em ações de conscientização. O foco tem que ser o eleitor, para que ele não compartilhe informações falsas.



Ainda buscando coibir as fake news efetivamente, há uma resolução do TSE que obriga o candidato a checar as informações antes de compartilhá-las. Aprovada no final do ano passado, essa será a primeira vez que a medida será colocada em prática. A ação também prevê direito de resposta à vítima, sem prejuízo de eventual responsabilização penal do autor da informação inverídica.



Veja em páginas internas, os novos vereadores e vice-prefeitos.



Fonte: Jornal o Regional
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