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Casal de Pescadores Cleide Filomena e Aparecido Lázaro pescam há 30 anos nos Rios Paranapanema e Pirapó:

A pesca de sobrevivência é responsável pelo sustento das famílias que ocupam as margens dos rios e florestas, onde estão os mais preciosos arquivos culturais do mundo. É uma prática tradicional transmitida por gerações. Para apresentar parte desta riqueza, o destaque desta edição, vem para o município de Jardim Olinda que está localizada em área de confluência dos Rios Paranapanema e Pirapó, este genuinamente paranaense.



Os conhecimentos sobre a atividade de pesca constitui o “segredo profissional” desses pescadores e o seu modo de vida se apresenta como um elemento territorializador, apesar também de carregar a fama de que “lá vem o conto do pescador”, satirizando-o sempre que um pegou o peixe maior e ai as prosas são criativas. Mas vamos nos ater no casal Cleide Filomena e Aparecido Lázaro, ambos com 78 anos de idade, que viveram 27 anos junto às Barrancas do Rio Paranapanema na Reserva do Pontal, município de Itaguajé, comunidade onde formaram os filhos, fruto da pesca profissional da espécie Piau Três Pintas, peixe que habita as margens de rios, lagos e florestas inundadas e com peso ideal para consumo humano a cerca de 2 kilos.



Aqui o “Cido Lázaro” como é mais conhecido na região, conta que: “Este peixe de escamas foi nosso meio de subsistência e para o comércio de mercados e feiras de centros urbanos como Maringá e Centenário do Sul. No auge da demanda à época, na vara de pesca de bambu, retirei 51 kilos num dia e na Tarrafa consegui retirar 340 kilos de peixe também num só dia, a demanda foi grande demais e a nossa Associação de Pescadores da qual tive o prazer de fazer parte de sua diretoria a questão territorial era muito respeitada, cada um tinha o seu local, mais tarde a pesca foi ganhando fiscalização e se organizando entre nós profissionais, mas como o rio é aberto à todos, os pescadores “domingueiros” não respeitando as regras ditas pelos fiscais da Marinha, onde, retirou-se mais peixes do que o seu povoamento, o que nos levou a reduzir nossa atividade”.



Para a companheira Cleide Filomena; “Além da beleza dos rios, é possível apreciar os campos floridos e o espetáculo da natureza que se enche de cores e vida como ouvir o cantar dos pássaros, chegar próximo de animais como exemplo, os macacos e eu tenho certeza que um dos grandes desafios pelos quais passam diversas famílias ribeirinhas destes dois piscosos rios tem sido o de pescar de forma sustentável. E, assim, evitar que a fartura de um ano resulte em escassez de pescado no ano seguinte.



“Estendo que, para qualquer atividade seja considerada sustentável, ela precisa ser ecologicamente correta, economicamente viável e socialmente justa”, resume a companheira Cleide Filomena. O casal ambos são naturais do Estado de São Paulo, ela de Jaboticabal e ele de Pirapozinho, se encontraram no Paraná e são casados no ano de 1950; Cleide desde menina labuta na pesca, já o Aparecido foi vendedor de verduras, caminhoneiro, caçador e fabricou muitas redes para pesca. Ambos vivem muito bem na sociedade da comunidade em Jardim Olinda, onde são membros atuantes nas atividades desenvolvidas pelo CRAS, e devido a afinidade vivida pelo casal, também se destacam na pintura de telas que estão expostas na sala da casa (ver foto).



Cido Lázaro sobre a vida de pescador, que viveu a época da fartura pesqueira na região, sente que com a instalação da barragem, os peixes mudaram o hábito por não haver o espetáculo da “piracema” e outro agravante acontece naturalmente com a presença do “caramujo” que se agarra nas comportas e volta e meia são acionados maior volume de água para a retirada deles e quando os peixes que estão descansando nas proximidades da barragem, no raio de ação da pressão da água, não só assusta os peixes, como os fere e eles acabam boiando na água, tornando-se em presas fáceis e quando não, morrem naturalmente.
Desde 19 de fevereiro de 1966, Cleide e Aparecido iniciaram não apenas uma história de amor. Desde o casamento, realizado na cidade de Pirapozinho (SP), passaram a formar uma dupla de pescaria inseparável como paixão desde a infância.



Com o passar do tempo, agregaram novos integrantes, os filhos, netos, sobrinhos e amigos, devido aos momentos de alegria e diversão o que lhes dá grande orgulho e garante: “Acho que fisgar um peixe grande é um verdadeiro prêmio. Quando conseguimos pescar os gigantes do rio ficamos muito feliz”. Conclui o casal.



Além de técnica e espírito de equipe, a pescaria da família Lázaro conta com uma superstição infalível.



“Pescar de Cavalinho ou João Bobo quando nossos filhos eram pequenos (hoje em dia é proibido) a Cidinha mais velha costumava dizer que ela sonhava com esta prática quando o peixe era fisgado que ele corria na água para se soltar, fazendo uma imagem bonita de se ver. Mas a ciência nata da dupla, na aplicação do “Rapa de Tarrafa” e “Correr Espinhel” é a forma mais utilizada com sucesso garantido.



E assim, a dupla acabou se tornando um time completo. O grupo não se contenta com os dias de poucos resultados voltam em seguida para satisfazer o prazer de viver junto da Mãe Natureza o que lhes dá o maior prazer de viver em harmonia com outros amigos pescadores, formando assim uma grande família.

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